Exactamente uma hora depois do previsto, os
Hercules & Love Affair entram em palco. A expectativa maior era ver quem seriam os novos integrantes/colaboradores de Andy Butler, depois da "dispensa" de Nomi. A banda apresentou-se em palco com com dois homens atrás dos pratos, o bem disposto chefão
Andy Butler (com uma sweat preta dos
Meat Beat Manifesto) e
Mark (apresentado por Andy como integrante dos M.B.M.), mais três vocalistas à sua frente. E se a carismática maria-rapaz
Kim Ann Fox (que teve direito a um grito geral de "sexy!" na mesma apresentação) já é uma velha conhecida, os outros dois performers foram novidade.
Shaun é um sósia do Anderson (sim, o do Man. United) e cativou a audiência pelos seus
moves enquanto
Daniella, com uma farta carapinha e vestido às bolinhas, surpreendeu tudo e todos quando abriu a boca pela primeira vez sem ser para cantar. A rapariga fala um português melhor articulado que muitas portuguesas...
A conjugação do trio da frente fez-se de forma sempre dinâmica e festiva e o maior elogio que se pode fazer é que deve ter havido pouca gente a sentir a falta de
Antony e principalmente de
Nomi.
O concerto decorreu em modo acelerado e nem a elevada quantidade de músicas novas (cerca de metade do alinhamento) diminuiu o entusiasmo que se viveu naquela pequena sala da Casa da Música. Para o encore deixaram
You Belong mas antes saíram com um dos momentos altos da noite: a infecciosa e quebrada
I Can't Wait, meia novidade, uma vez que já era conhecida da recente compilação
Sidetracked.
Diversão e classe poderiam resumir a actuação dos Hercules & Love Affair. Sai de lá com um sorriso estampado na cara e de joelhos cansados.
Mais tarde foi a vez dos
Kap Bambino e ai a história foi diferente. O público era outro, mais jovem e com sangue na guelra, e a Sala 2 incendiou completamente! O duo mostrou a sua habitual fúria em palco e depressa conquistou uma audiência predisposta a fazer que aquele não fosse apenas mais um concerto. Aproveitando a inexistência de grades e a proximidade com os ídolos (que já anteriormente tinha permitido a Andy Butler chamar uma rapariga do público para fotografar a banda) as invasões da palco foram às dezenas, logo a partir dos primeiros temas. Era ver os seguranças a tirar o casaco, qual Jorge Jesus quando as coisas não correm bem, numa azáfama inglória a fazerem placagens aos mais afoitos. Foi só até perceberem que não valia a pena cansarem-se mais...
A
Casa da Música revelou-se um espaço arquitectónico e acusticamente magnífico mas também labiríntico. Cada ida à casa de banho ou a outra sala era uma verdadeira aventura.
Por fim aqui fica o meu agradecimento à Barbara e ao Paulo pela hospitalidade e à Teresa pela sempre agradável companhia.