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TOP 2009 por ANDRÉ NEVES

Olá de novo malta, já bem dentro de 2010 venho cumprir a promessa já fora de horas de apresentar também a minha lista daqueles que mais me impressionaram no velhinho ano de 2009 no que há música diz respeito. E grande parte deles, ou talvez todos eles, tiveram aqui ou ali, influências do grande rei que partiu e deixou para sempre um grande vazio na música como a conhecemos hoje.

Descansa em paz Mr. Jackson.

Mas como é de alegrias que este blog vive falemos dos artistas que se destacaram em 2009. Muitos e bons foram os registos que marcaram 2009, ora bandas que estão agora a dar os primeiros passos (e que passos), ora velhas raposas que manteram o seu indubitável valor em altas, 2009 foi um ano pródigo em bons registos. Ao contrário do Breites, eu acho que saiu um álbum que bateu os demais aos pontos. Trata-se do segundo registo dos londrinos The Horrors intitulado Primary Colours. O quinteto demonstrou uma explosão art-rock intimista que nos transporta para os sombrios anos 80, algo sublime e que perdurará para além de 2009.
No que toca a estreias destaco o fenómeno pop La Roux, a bela Florence e a sua máquina, ou os super melodiosos The Big Pink. Quanto a gente já habituada a estas andanças gostaria de mencionar o segundo registo dos Wild Beasts, ou o super fascinanto-inventivo Merriweather Post Pavilion dos Animal Collective.
Quanto ao que se fez por cá venho manifestar as minhas mais humildes desculpas por ter estado completamente desatento ao fenómeno musical nacional. Excepção feita talvez aos títulos de Mazgani, David Fonseca e do grande Tigerman, com este a merecer mesmo honras de top.
Como já faço esta lista bem tarde, 2010 já se revela agitado, com nomes sonantes a trabalhar em discos para o corrente ano, dos quais aguardo ansiosamente pelo 3º álbum de originais dos Arcade Fire, arriscando já dizer que o melhor álbum de 2010 já está escolhido sem nunca o ter ouvido :D

ÁLBUNS

Álbum do ano:
The Horrors – Primary Colours

Outros 20 álbuns que marcaram o meu ano (sem ordem de preferência):

Fever Ray – Fever Ray
Julian Casablancas – Phrazers For The Young
Junior Boys – Begone Dull Care
La Roux – La Roux
The Big Pink – A Brief History Of Love
Wild Beasts – Two Dancers
Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand
Florence and The Machine – Lungs
Animal Collective - Merriweather Post Pavilion
Dirty Projectors - Bitte Orca
Arctic Monkeys – Humbug
Yeah Yeah Yeah´s – It´s Blitz
Antony & The Johnsons – Crying Light
The XX – The xx
The Legendary Tigerman – Femina
Mumford And Sons - Sigh No More
Juan Maclean – Future Will Come
Kasabian - West Ryder Pauper Lunatic Asylum
Camera Obscura - My Maudlin Career
Various artists – Dark Was the Night

30 FAIXAS
(apenas uma por banda)

The Horrors – Sea Within a Sea
Wild Beasts - All The King´s Men
Animal Collective - My Girls
Arctic Monkeys - Cornerstone
Muse – The Resistance
The XX – VCR
Fever ray – If I Had Heart
Chew Lips – Solo
The Big Pink – Dominos
Kasabian – Fire
The Drums – Lets Go Surfing
The Yeah Yeah Yeah´s – Zero
FrYars – Visitors (feat. Dave Gahan)
LCD Soundsystem – Bye Bye Bayou
The Invisible – London Girl
The National - So Far Around the Bend
Editors – Papillon
The Temper Trap - Sweet Disposition
Arcade Fire – Lenin
Julian Casablancas – 11th Dimension
Hercules & Love Affair – I Can’t Wait
The Legendary Tiger Man - Life Ain't Enough For You
Grizzly Bear - Two Weeks
Junior Boys – Parallel Lines
Franz Ferdinand – No You Girls
Florence & The Machine – The Dog Days Are Over
Mumford And Sons – Little Lion Man
Empire of The Sun – We Are The People
Passion Pit – The Reeling
PJ Harvey And John Parish – Black Hearted Love

E assim me despeço desta vez com as minhas escolhas, que são isso mesmo, minhas. Já é um bocadinho tarde para dizer isto mas já agora um óptimo 2010, cheio de música da boa, para todos os cibernautas que visitam o blogue, e já agora para os outros também!

André Neves

CLÁSSICOS 2000 - ARCADE FIRE + FRANZ FERDINAND

Para falar, ainda que muito brevemente, destas duas bandas que tanto marcaram os meus anos 00 resolvi convidar dois amigos para os quais estas são as suas "bandas preferidas". Passo então a palavra ao já habitual colaborador André Neves e também ao Simão:

Olá malta! O clássico que trago aqui é um pouco mais que isso. Se me dissessem um dia que eu ia ter uma banda favorita, eu diria “é difícil mas talvez, quem sabe”. Agora se me dissessem que essa banda seria oriunda do Canadá iria-me custar muito mais a acreditar. No entanto 2003 tornaria isto uma verdade de La Palisse. Difícil é para mim extrair apenas um tema de uma obra tão rica que deliciou não desde o mais ocasional ouvinte, aos grandes colossos da música deste e do século passado (David Bowie ou Bono Vox são disso exemplos).
Para ouvir fica então a unânime No Cars Go:


André Neves


Quando o Breites me pediu um clássico dos Franz Ferdinand, não pude deixar de torcer o nariz – “todas as faixas são autênticos clássicos”, pensei eu. Com um primeiro álbum absolutamente excepcional, a fasquia baixou um pouco no seu segundo registo, “You Could Have It So Much Better”, que integra, no single de “The Fallen”, “L. Wells”. É a faixa mais clássica do quarteto de Glasgow, não representativa do seu lado indie/dance, mas antes capaz de encantar qualquer um.
O videoclip, esse, é uma delícia:

Simão Martins

COOL BRITANNIA! by A. Neves – Final Act

Offset Festival, Hainault Forest, London
5-6th September 2009

Olá de novo rapaziada da pesada. Nesta temporada de festa venho aqui ao sítio do costume terminar esta rubrica, pelo menos por agora, pois existe grande probabilidade de Londres ser novamente o meu destino já no início do ano vindouro.
Nesta altura de festa e rabanadas, e de conclusões e reflexões no que há música diz respeito, deixo-vos um breve comentário ao festival mais Indie e Vintage onde já estive, não apenas pela música, mas também pelos trajes e pinturas com que os britânicos mais ousados (ou será chanfrados?) se passeiam pelo recinto. Um festival pouco conhecido fora do Reino Unido, mas muito agradável aos olhos dos entusiastas de alterne.
Num festival que contou com alguns dos nomes que vão aparecer na minha lista de predilectos do ano, destaco as performances dos nativos Maps, dos estridentes Dananananaykroyd, dos anciões da oriundos da Gold Madchester, A Certain Ratio, dos enormes Wild Beasts (pena o pouco tempo de concerto) e claro, dos magricelas que marcarão para sempre o corrente ano, The Horrors. Momentos antes do concerto, encontrei o freak Joshua Hayward, guitarrista da banda e fiz-lhe uma promessa. Desculpa o atraso Joshua, mas finalmente vais aparecer no Who's Playing At My House:


VOTOS DE UM FELIZ NATAL [atrasados por culpa da gerência] E DE UM 2010 BOMBÁSTICO!

[Nos próximos dias o André Neves vai voltar cá para escrever umas linhas para os "Clássicos 2000", e vai também colocar aqui no blog a sua lista pessoal dos melhores do ano, tal como fez o ano passado.]

COOL BRITANNIA! by A.Neves - 4rd ACT

BESTAS DA SELVA

Depois de uma ausência devido a vários motivos, (mentira, o único motivo é a puta da perguiça) venho aqui falar de mais uma banda que conheci no já longíquo Verão em terras de sua majestade e que por sinal vai atuar já no dia 4 de Dezembro no Super Bock em Stock em Lisboa.
O primeiro contacto com os Wild Beasts foi através da aclamada revista NME, e ao bom estilo da imprensa britânica, quando eles gostam de alguma coisa a sério, idolatram em palavras, fazendo vénia atrás de vénia, por vezes merecidas, outras nem tanto.
No caso destas “Bestas” todo o elogio é pouco. No sempre difícil 2º álbum (tendência que 2009 teima em mudar) surge esta lufada fresca de indie folk captada das florestas harmoniosas do Lake District em Leeds, de onde são oriundos. O seu mais recente trabalho, intitulado Two Dancers, transportam-nos para um mundo lírico de uma riqueza poética sublime. A harmonia criada entre o toque neurótico do falsetto de Hayden Thorpe e a sonoridade carregada cheia de northern accent protagonizada pelo guitarrista Tom Fleming é deliciosa. O talento de Hayden Thorpe permite-lhe transformar líricas que abordam temas frios e chocantes, numa autêntica poesia em flor. No entanto é o guitarrista Tom Fleming quem faz de actor principal no tema mais apaixonante do álbum, All The King’s Men. Tema com forte conotação sexual, demonstra os horizontes psiquicos da mente do ser masculino.
Two Dancers mantém a harmonia do seu antecessor Limbo, Panto, mas o conteúdo lírico eleva a fasquia para patamares ao nível do sublime.


COOL BRITANNIA! by A. Neves - 3rd ACT


Junior Boys, Relentless Garage, Highbury
19/08/2009


Quarta-feira soalheira na capital britânica, parece mentira. No coração de Highbury, área dominada pelos Gunners em dias de jogo, fica um clube nocturno todo catita, que dá pelo nome de Relentless Garage. Paragem obrigatória para entusiastas do mundo electrónico, este clube conta também com muitos e bons concertos ao longo do ano.
Antes dos electro popers Canadianos fazerem a sua actuação, houve ainda espaço para dois novos projectos nestas andanças mostrarem o seu valor. Primeiro foi a vez de The Volunteer Butler Scheme, um one man show de um rapaz chamado Rob Jones, que faz tudo em palco, desde tocar guitarra, bateria, passando pelo sintetizador, e ainda por instrumentos mais invulgares como o Kazoo e Ukulele. Pois bem, fiquei impressionado como tudo isto funciona lindamente. Indie Lounge que apela ao lado mais chill out de uns Flaming Lips. O rapaz estreou o seu disco no passado dia 7 de Setembro, intutulando-o de "At Breakfast, Dinner, Tea". Experimentem que vale muito a pena.
De seguida vieram uns catraios novitos, com a mania que são diferentes, que dão pelo nome de Munch Munch. A julgar pelos coros entoados de forma contínua e irritante, sou capaz de apostar que estes rapazes não se safavam mal a encher balões.
Mas toca a falar dos Junior Boys que foi para isso que lá fui. Para quem não conhece devo dizer que qualquer semelhança com Hot Chip não é pura coincidência, se bem que numa onda mais galhofeira. A dupla Jeremy Greenspan/Matthew Didemus trouxe até às cerca de 200 pessoas presentes no local, o seu mais recente trabalho Begone Dull Care, disco já referenciado aqui no blogue, bem como alguns temas do passado recente da banda. Para um disco brilhante, um concerto a condizer, fechado com chave de ouro pela refrescante “In the Morning”, entoada em coro pelos presentes.
Mais um dia bem passado na cidade dos autocarros vermelhos de dois andares.


COOL BRITANNIA! by A.Neves - 2nd ACT

ROSA CHOQUE

Cá estou eu de novo malta com mais novidades da Big Ben's Land. Enquanto toda a revista do social teima em fazer manchetes com as aventuras e desventuras de Katie Price e Peter Andre (deixa-me angustiado que ele tenha o nosso nome pá!) os bons álbuns multiplicam-se como pequenos coelhos. Exemplo disso é o recém lançado “A Brief History of Love” da dupla Robbie Furze & Milo Cordell, mais conhecidos no mundo artístico por The Big Pink.
Neste álbum de estreia, a dupla londrina faz questão de nos bombardear com uma autêntica explosão de sensações antagónicas. Desde o início ao fim, cada faixa é distorcida em fervorosas pinceladas de amor e romance, ora cintilante, ora cinzento, dando a sensação de estarmos constantemente a balançar numa corda onde num dos extremos tocamos no universo letal e shoegaze de bandas como Jesus and Mary Chain ou Siouxsie And The Banshees, e no outro abraçamos as batidas new wave electrónicas de bandas como Metronomy, ao qual não deve ser alheio a experiência de Milo Cordell nestas andanças, pois foi ele o responsável dos bem sucedidos lançamentos de “Atlantis To Interzone” e “Alice Practice” através da por ele criada e gerida Merok Records.
Pensar num equilíbrio de emoções entre estes dois extremos pode ser mais fácil do que parece à primeira audição, pois os The Big Pink mostram nesta sua estreia que pode resultar numa simbiose muito agradável. Contudo o álbum não está isento de um par de temas mais insípidos. Pena é que estes rapazes tenham decidido fazer a abertura dos espectáculos dos Muse, mas apenas no Reino Unido. Assim, não os veremos em terras lusas tão depressa. Para ouvir fica o single de estreia, já disponível há algum tempo, Dominos:




Até Breve

estreia: COOL BRITANNIA! by André Neves

Hoje inauguro aqui uma breve colaboração com o velho amigo André Neves (que já tinha feito algumas aparições esporádicas aqui). Desta vez o André irá contar-nos as suas aventuras e desventuras musicais durante a sua estadia em Londres. Sejas bem-vindo André, e para a semana há mais:

Olá de novo malta, cá estou eu para dar novamente uma mãozinha ao meu amigalhaço Breites com mais uns posts, desta vez all the way from the capital of Europe, e para os amantes da música, talvez, a capital do Mundo. Desde 19 de Julho que passo os meus dias nesta gigantesca cidade, a qual vou deixar exactamente 2 meses depois, com alguma mágoa na bagagem. É de facto insuperável tanta e tão boa oferta que podemos encontrar aqui no que toca a cultura, e não só.
Neste espaço vou falar-vos das minhas aventuras musicais por cá, bem como daquilo que faz moça nos ouvidos desta gente nestes dias de Verão. Para finalizar gostaria de felicitar o meu amigo de longa data, pois o blog começa a ser um espaço que não passa despercebido aos mais velhos nestas andanças, sendo mesmo reconhecido como “blog da semana” no Cotonete. Well Done!

1st ActFIELD DAY, Victoria Park, London, 01/08/2009

Esta foi a minha 1ª experiência musical nesta cidade onde cloudy é a palavra de ordem. Pois bem, neste dia o sr São Pedro voltou a não dar tréguas e a chuva fez as honras do dia. Só depois de a noite cair houve alguma piedade lá de cima. Mas nem estas condições adversas estragaram o dia aos festivaleiros. Cheguei por volta das 5, a tempo ainda de ver os australianos The Temper Trap. Nada mau para começo do dia. Guitarradas agudas, envolvidas em teclados rendilhados a folk, tudo isto contrabalançado pela voz doce de Dougy.
Seguiu-se a banda que me levou ao festival, The Horrors. Já aqui muito bem disse desta banda, e voltaria a repetir e ainda acrescentava algumas linhas. Percorrendo desde o início ao fim o seu mais recente trabalho Primary Colours, sem tempo para paragens em Strange House, o quinteto provou que 2009 é o ano do horror, ficando desde já aqui o meu voto para Mercury Prize.
Seguiu-se mais uma fera da nova vaga do electropop britânico. Victoria Christina Hesketh, que em palco passa a Little Boots, é mais uma das ninfas cintilantes que o presente ano trouxe até nós. A jovem menina e seus companheiros rapidamente transformaram o palco Bugged Out! num qualquer cabaret decorado a néons e discos voadores. onde dançar era palavra de ordem. Ainda no mesmo palco, seguiu-se o set de Erol Alkan. Ora se parar de dançar já era tarefa hercúlea, mais ainda se tornou.
A chuva abrandou um bocadinho, e de volta ao palco principal lá estava eu para apreciar o concerto da norte-americana Santigold. Concerto morno, talvez condicionado pelo tempo cinzento e pela qualidade do som, demasiado baixo e distante.
Para finalizar o dia deparei-me com um dilema. E agora, continuo nesta onda leve e orelhuda ao som dos Mystery Jets, ou avanço para o mundo experimental e intimista de Mogwai? Excelente seria ver as duas bandas. Não sendo possível, optei pelo Britpop carregado de canções de amor dos Mystery Jets. Só podendo falar do que vi, deixem que vos diga que foi um concerto daqueles. Ambiente de clube londrino, concerto para não mais que 500 pessoas, mas acredito que não houve uma única alma que saísse de lá decepcionada, e de certeza que muitos como eu levaram no ouvido coisas como “If I only knew your name I’d go from door to door…”. Os temas destes nativos são autênticos pushpops (lembram-se?). No fim do concerto ainda encontrei 10,50£ que dão sempre jeito!



Voltarei em breve com mais novidades cá de cima!

THE HORRORS

Mirror's Image é o novo single dos The Horrors, uma das bandas que mais me surpreendeu este ano. Recordo que já se falou por aqui desta rapaziada, pela voz do André Neves. Este é já o terceiro single retirado de Primary Colours e tem a particularidade de ter estreado em exclusivo pela mão dos NIN, que se assumem como apreciadores da banda. O vídeo está inclusivamente disponível para download no site da banda de Trent Reznor, aqui.

CAPÍTULO 2, 3 BANDAS

O espaço que se segue é obra e graça do amigo André Neves:

Ora é com muito prazer que volto a esta “casa” deste meu ilustre amigo, desta vez para ser elemento “postante” pela 2ª vez. Este post vai ser em modo folheto tripartido, pois vou aqui falar de 3 projectos distintos, unidos, cada um à sua maneira, pelo encanto:

Antony & the Johnsons @ Coliseu dos Recreios

Pois é, fui um dos felizardos que teve o prazer de assistir ao regresso, desta vez em nome próprio, do Mr (ou Mrs como ele deixa transparecer) Antony Hegarty e os seus mais que competentes pupilos The Johnsons. Se há coisa que não tenho parado de ouvir recentemente é a voz sublime desta figura que tem tanto de estranho como de excêntrico, mas que tem acima de tudo é dono de um talento invejável. Durante o concerto, Antony Hegarty mesclou a melancolia das suas canções com diálogos alegres que manteve com os seus fãs, falando de temas como a sua descendência, feminilidade, ou a beleza da serra de Sintra. Saliente no seu discurso foi também o descrédito com que vê a religião Cristã.
Duas intensas horas de concerto levaram Antony a viajar, não só pelas faixas mais fortes do último LP “The Crying Light”, mas também pelos grandes marcos da sua ainda curta carreira, destacando-se "Hope There's Someone" com que o cantor encerrou uma noite para recordar...


Technical KO, Yeah Yeah Yeah´s wins!

Existem duas “Karens” que me deixam completamente extasiado. Se a primeira é uma personagem de ficção (Natascha McElhone) da muito bem-humorada serie Californication, já a segunda é a irreverente Karen O, figura de proa dos Nova Iorquinos Yeah Yeah Yeah´s. Com o seu 3º album, It´s Blitz (será que a conhecida revista portuguesa de música tem alguma coisa a ver com isto?), os YYY´s demonstram uma vez mais que são uma das bandas indie mais sólidas do momento. Liderados e muito bem pela sua carismática vocalista, que até já se recusou a ser capa da Playboy, os YYY´s demonstram no seu 3º LP que a hegemonia pertence aos sintetizadores, perante as guitarras.
Nem o aparecimento precoce de material referente ao álbum na Web, que obrigou à sua antecipação do início de Abril para o início de Março (versão digital), fez com que Karen O e companhia perdessem o norte. As batidas electrónicas que caracterizam o disco não afastam possíveis fâs mais obtusos, pois não se trata de uma revolução completa, mas sim de uma evolução, numa banda que tem tudo para ver o seu trabalho nos já habituais tops que o fim do ano nos reserva. K.O, you rock!


Skeletons - Yeah Yeah Yeahs


Zero (MSTRKRFT Remix) - Yeah Yeah Yeahs


Um Horror? Longe disso...

Se há 30 anos atrás fosse dito que a cena independente da música britânica vestida de negro da época iria perdurar nos dias de hoje com uma força tremenda e um lugar sempre muito especial nos nossos corações, provavelmente poucos iriam acreditar. Mas a verdade é que hoje em dia, apesar das vigorantes novas tendências, deparamo-nos com muitos filhos a ouvirem muita música feita nos tempos dos pais. E se há banda que recentemente nos proporcionou um estoiro deste sentimento saudosista foram os The Horrors.
O mais recente trabalho deste quinteto Londrino, Primary Colours, é sem dúvida, uma obra-prima. Se aquando do seu primeiro trabalho, Strange House, algumas pessoas olharam com desconfiança esta banda, rotulando-os de banda cartoon, com cabelos engraçados mas sem talento, hoje essa ideia teve forçosamente de ser reformulada. Primary Colours é tudo aquilo que épicos como Loveless, Psichocandy ou Unknown Pleasures representaram para as suas épocas e para a eternidade.
Ao ouvirmos o single de apresentação do álbum, Sea Within A Sea, percebemos desde logo que a evolução do quinteto foi brilhante e muito rápida. O vocalista Faris Badwan deixa de lado a sua voz austera para dar lugar ao seu lado mais emocional, acompanhado por uma sonoridade acid house. Contudo é talvez com Who can say que a banda demonstra tudo o que hoje em dia é capaz de fazer, numa autêntica reencarnação de Ian Curtis no seu lado mais intimista. Brilhante!
Ainda nem estamos a meio do ano, mas Primary Colours é forte candidato a se afirmar como um dos melhores do ano. Eu vou mais longe, este álbum vai perdurar bem vivo nas nossas memórias para lá de 2009, tal como Desintegration ou Unknown Pleasures permanecem bem vivos nas nossas memórias!


Who Can Say - The Horrors


Three Decades - The Horrors

Até uma próxima!